quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Reordenamento da logística é prioridade no Porto de Santos



Por: Fabíola Binas

SÃO PAULO - Os planos de expansão do Porto de Santos, que segundo as expectativas dobrará sua capacidade de movimentação dos atuais 115 milhões de toneladas para 230 milhões em 2024, trazem a necessidade de um reordenamento logístico na infraestrutura rodo-ferroviária que dá acesso ao complexo santista. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), ao apresentar um balanço das atividades portuárias em 2009, considerou ter alcançado bons resultados, porém faz alusão a uma série de desafios que tem pela frente.

José Roberto Correia Serra, atual diretor-presidente da Codesp e responsável pelas docas santistas, coloca que atualmente a administração dá andamento a iniciativas de preparo das vias de acesso do porto, tanto terrestres como aquaviárias, para atender à demanda projetada, mas sinaliza existência de gargalos logísticos fora da área do porto. "O impacto dos novos terminais requer um redimensionamento rodo-ferroviário que se integre aos projetos em desenvolvimento", comentou, no balanço.

De acordo com Serra, o próximo ano se inicia com a Secretaria Especial do Portos (SEP) trabalhando na elaboração de um convênio com o Governo do Estado de São Paulo para tratar de perto a questão, ou seja, buscar soluções para desatar o nó logístico.

Umas das obras mais polêmicas, necessárias para um escoamento eficiente das cargas até Santos, é a construção do Ferroanel, especialmente a parte sul, que tem como objetivo organizar a passagem dos trens de carga pela região metropolitana de São Paulo sem afetar o transporte ferrovário de passageiros.

Até um mês atrás, União e estado divergiam sobre com seria a execução esta obra, que tem investimentos estimados em mais de R$ 700 milhões - só para a parte Sul. O anuncio de um possível convênio pode facilitar um entendimento entre as administrações estadual e federal, no sentido de que o Ferroanel comece a sair do papel no próximo ano.

Recentemente, Mauro Arce, secretário de Transportes do Estado de São Paulo, sinalizou que o governo estadual tinha a intenção de definir qual seria o rumo do projeto ferroviário. Em relação aos aportes no setor rodoviário, Arce calcula que passem dos R$ 4 bilhões em 2010, em obras como a continuidade do Rodoanel.

Já na área das hidrovias paulistas, Arce diz que existe a intenção em multiplicar por seis sua importância na composição da cadeia logística. Hoje, o modal representa apenas 0,5% levando em conta o que é transportado em São Paulo, mas, segundo o secretário, seu uso tem crescido 20% ao ano. Os investimentos previstos estão por volta dos R$ 130 milhões para o transporte hidroviário em 2010.

O Porto

Enquanto se tenta equacionar a questão do reordenamento logístico para atender à expansão de Santos, o porto segue com ações estruturais. Para 2010 está prevista e elaboração Plano de Desenvolvimento do Porto, baseado nas informações produzidas pelo Plano de Expansão e pelos Estudos de Acessibilidade.

Para se ter uma ideia, os aportes previstos para o Porto de Santos, passam dos R$ 5 bilhões nos próximos anos, boa parte vinda da iniciativa privada, na expansão de terminais, como por exemplo o R$ 1,6 bilhão da Brasil Terminal Portuário (BTP) e o R$ 1,2 bilhão que devem ser aplicados pela Embraport, do Grupo Coimex.

Para 2010, a estimativa é de que o Porto de Santos receba aproximadamente R$ 700 milhões o todo, inclui-se aí não só as obras de expansão, mas também o que será aplicado na dragagem (aprofundamento do canal), projetos de atualização tecnológica e de segurança e a meta de concluir a avenida perimetral da margem direita, além de iniciar os serviços da na margem esquerda.

"Demos passos muito importantes para a melhoria da infraestrutura portuária", afirmou aulino Vicente, diretor de infraestrutura e execução de obras da Codesp, sobre os empreendimentos em andamento e os que estão por vir no próximo ano.

Além dessa parte estrutural, o Porto de Santos quer introduzir em 2010, um plano de Participação nos Lucros e Resultados, que terá os resultados homologados na Assembléia dos Acionistas, em abril próximo. Os próximos doze meses também serão utilizados para a implantação de uma reforma administrativa e reestruturação organizacional que, dizem fontes do setor, pode levar a uma futura abertura de capital.

A movimentação de cargas em Santos deve fechar o ano com alta de 2,2% chegando aos 82,8 milhões de toneladas, em relação ao desempenho observado em 2008, alta puxada por um incremento de granéis sólidos e líquidos. A Codesp avalia ser um bom resultado num ano de turbulência, atingido pela pluralidade que o complexo tem em atender diversos setores da economia, tendo inclusive aumentado sua participação na balança comercial.

Os planos de expansão do Porto de Santos, que segundo expectativas dobrará sua capacidade de movimentação dos atuais 115 milhões de toneladas para 230 milhões em 2024, esbarram na necessidade de um reordenamento logístico da infraestrutura rodo-ferroviária que dá acesso ao complexo. Um balanço divulgado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) mostrou que o porto tem alcançado bons resultados, mas que é necessária a resolução de gargalos logísticos.

"O impacto dos novos terminais requer um redimensionamento rodo-ferroviário que se integre aos projetos em desenvolvimento", comentou José Roberto Correia Serra, atual diretor presidente da Codesp, ao revelar que o próximo ano se iniciará com a Secretaria Especial dos Portos (SEP) trabalhando na elaboração de um convênio com o Governo do Estado de São Paulo para tratar de perto a questão e desatar o nó.

Entre as obras necessárias, a construção do Ferroanel paulista pode ser uma das que começarão a sair do papel com a possível parceria. Até um mês atrás, União e estado divergiam sobre como seria a execução desta obra orçada em R$ 700 milhões só para a parte Sul. Já o Mauro Arce, secretário de Transportes do Estado de São Paulo, disse recentemente que o setor rodoviário deve consumir R$ 4 bilhões, em 2010, em obras como a do Rodoanel.

O Porto de Santos deve receber mais R$ 5 bilhões nos próximos anos e deve fechar 2009 com movimentação de 82,8 milhões de toneladas - salto de 2,2%.

Fonte: http://www.dci.com.br/noticia

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Um Novo Porto


Por: Diogo Caixote

O Porto de Santos está diante da oportunidade de uma nova e grande transformação. Nos próximos três anos, mais de 20 contratos de arrendamento, exploração de áreas e servidão de passagens irão terminar. O fim da maioria desses acordos, dado como certo pela Codesp, possibilitará a unificação de terminais e até uma nova distribuição de cargas no complexo portuário.
Ao todo são 24 contratos que se encerram até 2012. Quatro deles têm vencimento previsto para este ano. Entre eles estão o de terminais importantes, como os operados pela Vopak (produtos químicos) e pela Sucocítrico Cutrale (líquido a granel), ambos com término em outubro próximo.

A Codesp planeja abrir a licitação do terminal ainda administrado pela Vopak em 21 de agosto e, os envelopes com as propostas pela área, em 11 de setembro. Localizada na Ilha Barnabé, a instalação tem 38 mil metros quadrados.

Somando as áreas de todos os contratos de arrendamento com prazo para expirar nos três próximos anos, são mais de 500 mil metros quadrados. Esse tamanho dá uma vez e meia a área do Cais do Saboó. Também comparativamente ¬ embora sejam áreas separadas ¬, os terrenos perfazem pouco mais do que o complexo formado pelo Terminal de Granéis de Guarujá (TGG) e pelo Terminal Marítimo de Guarujá (Termag).

REMODELAÇÃO

A possibilidade de renovação dos contratos acontecerá para valer em 2011. Coincidentemente, neste ano 11 acordos serão extintos.

A maior área a ir para licitação será a ocupada atualmente pela empresa Deicmar (veículos, contêineres e cargas especiais). No local, com 163 mil metros quadrados, são movimentados de veículos a cargas especiais.

Na mesma época, vencerá a permissão de exploração do terminal da Rodrimar (contêineres), o quarto maior em operação de contêineres no cais santista. Assinado em 1991, o contrato repassou o direito à empresa de administrar a instalação com cerca de 50 mil metros quadrados até outubro de 2011.

No mesmo ano, três empresas terão de deixar suas áreas no Porto de Santos. Transbrasa (contêineres), no Jabaquara, Marimex e Mesquita (ambas contêineres),noMacuco, entregarão juntas, em 31 de maio, cercade100 milmetrosquadrados em instalações portuárias.

2012

A renovação dos arrendamentos no Porto prosseguirá em 2012 para cinco terminais. Granel Química, Tequimar (produtos químicos), Citrosuco (granel líquido), Termares (contêineres) e Copercitrus (granel líquido) serão encerrados.

O contrato da Termares, por exemplo, venceu no ano passado, mas a empresa pode permanecer no local em razão da Resolução 525 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que permite a exploração da área por mais três anos além do prazo original do arrendamento.

Antaq

Os contratos firmados antes da Lei 8.630/93 não poderão ser renovados ou ter seus prazos ajustados. Este é o entendimento do Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Segundo o gerente de Portos Públicos do órgão, Jair Galvão, por meio de nota, "os contratos antigos, quando tiverem suas vigências encerradas, não poderão ser prorrogados e as respectivas áreas e instalações portuárias serão licitadas". Ele destacou, ainda, que após a retomada dos terminais com contratos vencidos pela Autoridade Portuária, havendo interesse poderá ocorrer novo arrendamento, porém por meio de licitação.

SEP

Procurada, a Secretaria Especial de Portos (SEP) não respondeu o pedido de informações feito por A Tribuna sobre as suas estratégias para renovar os contratos, adequá-los ou promover novas licitações.


Fonte: http://www.ntcelogistica.org.br/noticias (01/07/09)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tentando Reagir...

Caríssimos(as);
Quem lida com a rotina de um profissional de logística sabe muito bem que um de nossos maiores desafios é o da Administração do Tempo, e no meu caso isto não tem sido diferente. Tenho muitos planos e projetos para serem postos em prática, mas, infelizmente, o tempo tem sido um de meus maiores problemas.
Não obstante a isso, estou me reorganizando para poder dar a nossa APELOG a atenção que ela merece. Infelizmente não tenho tido respaldo nem da minha ilustre diretoria, estes também não teem me contactado, o que me leva a crer que eles também estejam tendo problemas com o seu tempo.
Mas o que realmente importa é que há, de minha parte, uma séria disposição em reverter esta situação e ativar as operações de nossa Associação.
Se você quer fazer parte desta empreitada junte-se a nós, nossa Associação é a sua casa!
Traga seus sonhos, seus projetos e suas ambições, vamos discutí-las e avaliá-las!
Um forte abraço a todos!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Logística busca diversificar contratos em 2009


Por Fabíola Binas

SÃO PAULO - Os principais operadores logísticos do País ainda colhem
os frutos do período industrial aquecido, anterior à crise financeira
global, conseguindo garantir grandes contratos neste final de ano, em
alguns casos por meio até de diversificação do portfólio de clientes,
o que pode ser crucial para equilibrar as receitas no próximo ano. Um
exemplo é a Ceva Logistcs, que tem sua principal base de negócios no
setor automotivo, mas acaba de fechar um contrato com a francesa
Saint-Gobain, para operações que envolvem a divisão brasileira Santa
Marina, de utilidades domésticas. Já a Wilson Sons, que levou uma
concorrência para atender a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) na
movimentação de matérias-primas siderúrgicas, vê nova oportunidade de
atuar para o recém-conquistado cliente.

No caso da Ceva, o novo contrato envolve cerca de 180 operações de
transferências entre a fábrica da Santa Marina na capital paulista e
a unidade de Canoas (RS). Para Paulo Franceschini, diretor de
Desenvolvimento de Negócios da Ceva, trata-se de uma tendência dos
negócios. "O contrato nos fez atingir o objetivo de diversificar o
portfólio de clientes, avançando no segmento industrial
", comentou
ele.

Ricardo Melchiori, que é diretor de Operações da operadora logística,
lembrou que a empresa tem conseguido assumir outras grandes
operações, como a que foi fechada com a Alcoa recentemente para o
Maranhão. "Em alguns desses grandes clientes, conseguimos um pedaço
da operação e pretendemos aumentá-las
", explicou.

Na Ceva, diversificar operações significa depender menos das
operações no setor automotivo, sua principal fonte de receita, mas a
empresa prefere não fazer projeções. "Na verdade qualquer comentário
é especulação, estamos aguardando o primeiro trimestre de 2009. Mas
concordo com que a diversificação é importante porque a crise afeta
com intensidade diferente cada segmento
", analisou Melchiori.

A nova cliente Ceva atua em mais 70 países, mas tem forte presença
nacional, especialmente com a Santa Marina. O contrato também envolve
a Divisão Glass, em São Paulo, com a coleta de contêineres vazios nos
terminais de Santos e Guarujá, para serem transportados à planta da
fábrica em São Vicente. Globalmente, a Ceva ampliou seu faturamento
25%, no terceiro trimestre, ao fechar o período com receita de 1,7
bilhão de euros, na comparação com o mesmo período de 2007. A empresa
comanda uma rede de mais de 100 países, e, depois da fusão com a EGL,
elevou a receita global para mais de seis bilhões de euros.

Siderurgia

Depois de ser escolhida pela CSN para movimentar as matérias-primas
da companhia na fábrica de Volta Redonda (RJ), a Wilson Sons
Logística, vê uma possibilidade de ter outros negócios com a
cliente. "O modelo de negócios com ganhos compartilhados está abrindo
oportunidades em outros projetos com a CSN
", comentou Thomas
Rittscher III, diretor executivo da Wilson Sons Logística, ao DCI.
Rittscher contou que a nova operação pode surgir na área de cimentos
e pode, ainda, impulsionar outras ações.

O executivo concordou em que a pulverização do segmento de atuação
auxilia a minimizar os riscos financeiros, mas disse que as empresas
buscam operadores de logística que conheçam os setores, e por isso é
necessário ter um foco. "O siderúrgico é o mais forte, mas atuamos em
papel e celulose, cosméticos, petroquímicos e agronegócios
", colocou.

A Wilson Sons atende, na área de siderurgia, os clientes Vallourec &
Mannesman Tubes do Brasil, Gerdau, Villares, Teksid e Votorantim
Metais. Em outras áreas, assegura portfólio com corporações como
Merck, Cenibra , Monsanto Sementes, Petroflex, Xerox, Frangosul,
General Electric e MRS Logística.

O Grupo Wilson Sons é especializado em serviços integrados em
logística portuária e marítima, sendo o setor de logística
contabilizou US$ 24,4 milhões de receita no terceiro trimestre deste
ano, contra os US$ 18 milhões registrados do mesmo período anterior.
O acumulado dos três trimestres de 2008 ficou em US$ 69 milhões no
segmento - cerca de 45% de incremento em relação ao acumulado de 2007.

Liberação

Outra que segue a mesma trilha no atendimento a grandes corporações,
a Log-In Logística Intermodal espera que sejam liberados em 2009 os
US$ 167,9 milhões do Fundo da Marinha Mercante (FMM), do qual recebeu
prioridade, e que garantirão a construção de dois navios graneleiros,
para atender a operação que conquistou junto à Alunorte, prevista
para iniciar-se em 2010. A operação envolverá a cifra de US$ 1
bilhão, recorde para o setor de cabotagem (navegação costeira). A
previsão é de que sejam movimentados 120 milhões de toneladas de
minério.

Operadores logísticos como Ceva Logistics e Wilson Sons ampliam
atuação ao fechar contratos com empresas como a Santa Marina e a
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Fonte: DCI 16/12/08 - 00:00 > LOGÍSTICA

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Porto de Itajaí pode ficar um mês parado


A paralisação das atividades no porto de Itajaí (SC), um dos maiores do país, gera um prejuízo diário de US$ 35 milhões (cerca de R$ 81, 2 milhões) para a economia da cidade, uma das mais afetadas pelas enchentes, e pode provocar um aumento nos preços de produtos importados em todo o centro-sul do país. Haverá impacto ainda nas exportações de carne.
O porto, que fica na foz (encontro do rio com o mar) do Itajaí, está parado desde o dia 21 devido à destruição causada pela força das águas do rio. E deve ficar até mais um mês sem operação. As águas chegaram ao porto com uma velocidade de cerca de 24 km/h, sendo que o normal é 2 km/h.

Um dos três berços de atracação em funcionamento foi totalmente destruído. Em outro, as águas levaram apenas parte da estrutura. A primeira estimativa da Prefeitura de Itajaí, dona do porto, foi que a reconstrução custaria cerca de R$ 320 milhões. O governo federal já anunciou a liberação de R$ 350 milhões para as obras.

Haveria possibilidade de operação em um dos berços do porto e nas outras unidades do complexo, o porto da vizinha cidade de Navegantes, que fica na outra margem do rio, e em duas áreas de atracação privadas em Itajaí. Tanto que o funcionamento foi normalizado ontem em todas as áreas administrativas. Porém, o rio está assoreado, com acúmulo de terra e outros detritos trazidos pelas águas. Assim, não há profundidade suficiente no canal para a entrada de navios.

Está sendo importada uma draga do Uruguai para fazer o trabalho de desassoreamento, que deve demorar entre 15 e 30 dias, período em que o complexo pode voltar a receber navios. Nesse período, um berço de atracação que já estava em obras no porto de Itajaí deve estar concluído e a unidade passará a operar com dois locais para embarque e desembarque de mercadorias.

Rogério Marin, presidente do Sindicato das Empresas de Comércio Exterior de Santa Catarina, disse que não deve haver desabastecimento no Estado, mas aposta no aumento dos custos para importadores e exportadores, o que pode significar aumento de preços para o consumidor em médio prazo.

Segundo ele, cargas que deveriam desembarcar em Itajaí estão sendo transferidas para outros portos, principalmente Santos (SP) e Paranaguá (PR). Parte das exportações está sendo desviada para São Francisco do Sul (SC), a pouco mais de 100 km de Itajaí. No caso das importações, de acordo com Marin, o aumento do custo ocorre porque a carga precisa ser liberada pela Receita Federal em Santa Catarina, já que o Estado oferece benefícios fiscais. Isso significa aumento no custo de transporte, por exemplo, a partir de Santos.

"Não creio em desabastecimento, mas o custo vai aumentar. E não é só em Santa Catarina, não. O principal destino das mercadorias que entram por aqui não é Santa Catarina. Atinge o centro-sul todo", afirmou o presidente do sindicato.

Já nas exportações, principalmente de carnes -o porto é líder em exportações do produto no país-, a despesa será maior porque outros portos não têm tanta estrutura para o embarque de mercadorias refrigeradas e o preço para o uso dos depósitos deve subir.

US$ 10, 2 bi

O porto de Itajaí movimentou US$ 10,2 bilhões neste ano, entre janeiro e outubro. Cerca de 65% do total é referente a exportações. Como os embarques e desembarques estão sendo feitos em outro local, a cidade perde essa movimentação de dinheiro, os estivadores e despachantes aduaneiros deixam de receber, as empresas de comércio exterior instaladas na cidade vêem seu faturamento despencar e a arrecadação de impostos também cai.

O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, vai hoje a Itajaí para verificar a situação do porto e anunciar quais obras terão de ser feitas. Ele vai se reunir com o superintendente do porto, Arnaldo Schmitt, prefeito de Itajaí em 84, quando uma enchente destruiu o mesmo berço de agora. Na ocasião, o assoreamento também deixou o porto inoperante por dias.

Para servir de contraponto a Itajaí, o porto de São Francisco do Sul está sendo reformando e já prevê um acréscimo de 50% no movimento em 2009. Um novo berço de atracação estará pronto para operação e outro está sendo reformado para entrar em funcionamento em meados do ano.

Fonte: Folha de S. Paulo 02/12/2008