segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Rio receberá investimentos em siderurgia, logística e energia


Rio receberá investimentos em siderurgia, logística e energia

Rio - A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços divulgou dados dos investimentos previstos no Estado do Rio para os próximos cinco anos. Serão R$ 105 bilhões até 2012, sem contar os projetos da área de pré-sal. Grande parte desses investimentos (R$ 80,3 bilhões no setor de petróleo e gás) serão destinados ao refino, com o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), e ao desenvolvimento tecnológico e operacional da exploração e produção de petróleo.

A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), da ThyssenKrupp e da Vale, será responsável por R$ 7,2 bilhões. A Cosigua, do grupo Gerdau, vai aplicar R$ 900 milhões, enquanto a Votorantim prevê mais R$ 1,25 bilhão em Resende e na expansão da Usina de Barra Mansa. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) também tem projetos para o estado.

De olho nas oportunidades, Rafael Cezar Menezes, formado em Engenharia, cursa pós-graduação em Engenharia do Planejamento no Instituto Senai de Educação Superior, na Tijuca. O curso faz parte do Prominp (Plano Nacional de Qualificação Profissional). “O setor está em expansão e é preciso acompanhar a evolução. Além da Petrobras, há multinacionais, e novas, como a OGX, do empresário Eike Batista”, cita, entusiasmado.

Configuração dos royalties vai mudar

As novas descobertas na camada do pré-sal mudam sensivelmente o panorama dos royalties, embora ainda não seja possível mensurar os valores, porque nem a Petrobras tem os números da exploração comercial fechados. No entanto, sabe-se que municípios do Rio que não eram produtores passarão a figurar como tal.

“No estado, começarão a ser beneficiados por royalties como municípios produtores o Rio de Janeiro, que atualmente recebe royalties por questões legais, mas arrecada como produtor, a partir da produção de Parati”, explica Francisco Dourado, diretor de Geologia do Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ). “Pouco se fala de Parati, um campo que a Petrobras deverá divulgar em breve”, adianta.

REFORÇO NO CAIXA

Segundo ele, Niterói e Maricá serão contemplados por Tupi, que deverá entrar em fase de produção em dois ou três anos. Saquarema e Araruama, que hoje não são cidades destinatárias de recursos da produção de petróleo, passarão a receber quando Júpiter estiver em operação.

Além disso, o Congresso Nacional já aprovou, dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2009, a elevação dos royalties em municípios e estados pelas atividades petrolíferas no pré-sal, a fim de financiar a segurança das plataformas de produção, com o apoio da Marinha.

A pedido do governo brasileiro, a ONU (Organização das Nações Unidas) já autorizou a ampliação das áreas jurisdicionais do País para a exploração a até 350 mil km da costa. Isso vai garantir ao ao Brasil direitos sobre novas descobertas no trecho.

FORMAÇÃO

A APS Associados, empresa do segmento de Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente, ressalta que ainda há gargalos na oferta de pessoal, e o segmento de petróleo vai exigir mais profissionais da área. “O risco de um apagão no setor de segurança do trabalho é iminente”, adverte o presidente da empresa, Alberto Pereira. Exigências do Ministério do Trabalho determinam a contratação de mais de 200 técnicos de segurança para cada obra.

Considerando que parte dos técnicos formados nessa área não exerce a atividade, o descompasso entre oferta e demanda de pessoal é grande. Um técnico pode ter salário de R$ 2 mil, enquanto um engenheiro é disputado com forte variação de R$ 7 mil a R$ 18 mil.

Fonte: http://odia.terra.com.br/economia

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