quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Portos de SC danificados e com prejuízos


Porto de Itajaí
Após seis dias de operações suspensas e gravemente danificado, o Porto de Itajaí deixou de movimentar US$ 201 milhões em mercadorias. A barra que dá acesso a ele e ao Porto de Navegantes não possui previsão para ser liberada e as agroindústrias estão direcionando as cargas de carnes congeladas ao Porto de Paranaguá, no Paraná.
Principal ponto de escoamento das exportações catarinenses, o Porto de Itajaí está deixando de movimentar, a cada dia fechado, US$ 33,5 milhões. O aumento da correnteza do rio Itajaí-Açu danificou dois de seus três berços de atracação e um dos dois armazéns para estocagem de mercadorias.

De acordo com a assessoria do Porto de Itajaí, o berço 4 e o outro armazém de importados estão aparentemente intactos. Nos próximos dias, deve ser feita vistoria no local por técnicos do Instituto Militar de Engenharia e a Secretaria Especial de Portos. A área retroportuária, utilizada por empresas para estocagem de mercadorias, também deve ter sido danificada, mas ainda não há levantamento dos prejuízos.

Porto de Navegantes
O Porto de Navegantes não registrou danos, mas segue com operações suspensas desde sexta-feira quando a barra dos portos foi fechada. A liberação depende do recuo do nível do rio Itajaí-Açu, que ao encher, fica com a correnteza mais forte. Ontem, no início da tarde, o nível estava 4,58 metros acima do nível normal. A correnteza, nos últimos dias, chegou ao pico de 24 km/h (13 nós).

Agroindústrias são as mais prejudicadas - A agroindústria é a maior prejudicada pela suspensão nas operações do Porto de Itajaí, que escoa a produção de frango, na qual SC é líder em exportações no país. O segmento é responsável por 60% da movimentação do porto, sendo seguido do cerâmico e do têxtil, ambos com operações reduzidas devido às chuvas.

De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Clever Pirola Avila, a produção ainda não precisou ser reduzida. As cargas seguem para Paranaguá, mas podem ser redirecionadas para Imbituba e São Francisco do Sul, se os portos passarem por ajustes. Avila indica que as inundações na área retroportuária também danificaram contêineres com mercadorias da agroindústria, porém, ainda não há estimativas dos prejuízos.

Fonte: Diário Catarinense - 27/11/2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Por temer perda na crise, Operador Logístico amplia ação


Grande parte dos operadores logísticos que atuam no País, especialmente os europeus, até agora não apresentaram resultados negativos de suas atividades locais, mantendo, ainda, suas metas de negócio e sem prever, pelo menos por enquanto, o cancelamento de investimentos programados no curto prazo. Empresas como a Ceva Logistics, especializada no transporte de carga no setor automotivo e que previa um incremento nos negócios de 18% antes da crise, afirma que garantirá números favoráveis este ano, mesmo com as férias coletivas nas montadoras, além de diversificar a atuação nos próximos meses. Já a francesa ID Logística está mais cautelosa. A empresa diz que verá crescimento na casa dos 20% em 2008, com o fechamento de novos contratos na área de varejo, sua principal atuação.
"Como atuamos junto ao setor de varejo, isso acaba sendo uma vantagem, porque mesmo que o volume abaixe um pouco, ele existirá, uma vez que as pessoas continuam a consumir alimentos. Outro fator importante é que, além da Europa, atuamos na América do Sul e na Ásia, fora do foco principal da crise", analisou Eric Hémar, CEO mundial da ID Logistics, em visita ao País. Hémar comentou que a empresa desenvolveu ações para trabalhar com mais flexibilidade, lidando com a variação de volume deste período. O executo leva em consideração que alguns clientes podem adiar projetos, mas disse que a operadora trabalhará para resgatá-los ao longo do próximo ano. Outro fator apontado pelo CEO é que a solidez econômica local pode adiar os impactos econômicos e que neste final de ano o varejo deve trabalhar a todo vapor para o Natal.

Ferramentas
Oferecer as ferramentas necessárias para apoiar processo logístico de redes como Carrefour e Leroy Merlin é o negócio da ID Logistics, que também atende essas empresas em outros países do mundo. No Brasil, a companhia iniciou agora uma operação de otimização e organização do transporte para a Leroy Merlin e promete uma operação mais complexa, que inclui entregas ao consumidor final, para um grande varejista do Rio de Janeiro.
A operadora logística deve faturar mundialmente 300 milhões de euros, o que representa uma alta de 20% sobre 2007. A fatia do Brasil deverá ficar em R$ 75 milhões.

Diversificação
Outra européia que afirma ter os resultados garantidos este ano é a Ceva Logistics, apesar de grande parte de suas operações, cerca de 60%, estar ligada ao transporte de peças para a indústria automotiva. Ricardo Melchiori, diretor de industrializados da Ceva, disse, em entrevista ao DCI, que a empresa trabalha seu crescimento em outros segmentos. "Continuaremos fortes no automotivo, mas avançaremos em áreas como a indústria, por exemplo", disse o executivo, ao citar o atendimento a empresas como Alcoa e Vale.
A Ceva acaba de fechar parceria com outra empresa para desenvolver um contêiner especial para a movimentação de commodities, para aproveitar possíveis oportunidades nesse mercado. A operadora também está de olho em aumentar seus negócios no setor de eletroeletrônicos, um dos grandes impulsionadores do varejo há mais de um ano.
Ontem o Grupo Ceva anunciou resultado mundial com avanço de 25% no faturamento trimestral, um total de 1,7 bilhões de euros no trimestre, em suas duas divisões: a de Contratos Logísticos e a de Gerenciamento de Fretes. Seguindo o câmbio de 2007, avançou 10% frente ao mesmo período anterior.
Offshore
Outra operadora logística, a brasileira Wilson Sons, operador logístico com atividades focadas no modal marítimo, comunicou ao mercado que está em fase final de negociações com a Magallanes Navegação Brasileira S.A., do grupo Ultratug, para formação de uma joint venture.
O contrato deve originar operações apoio marítimo à exploração e produção de petróleo e gás. As empresas envolvidas pretendem juntas ampliar seus negócios no segmento de offshore, para aproveitar o aquecimento local dessa indústria.

Fonte: DCI 12/11/2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama faz história e conquista a Casa Branca


Por John Whitesides
WASHINGTON (Reuters) - O democrata Barack Obama conquistou a Casa Branca na terça-feira, após uma extraordinária campanha de dois anos, derrotando o republicano John McCain e fazendo história ao se tornar o primeiro negro a ser eleito presidente dos Estados Unidos.

Obama tomará posse como o 44º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2009, segundo projeções das redes de TV norte-americanas.

Ele terá pela frente enormes desafios, como a crise econômica, a guerra do Iraque e a reforma do sistema público de saúde.

As chances de McCain haviam praticamente desaparecido com a definição em favor de Obama do Estado de Ohio, que em 2004, numa disputa apertada, dera a reeleição ao republicano George W. Bush contra o democrata John Kerry.

Outro golpe fatal para McCain foi a perda da Virgínia, que desde 1964 não votava num democrata.

Obama, senador por Illinois, comanda uma goleada eleitoral democrata, que também ampliou a maioria do partido na Câmara e no Senado, numa demonstração de repúdio do eleitorado aos oito anos do governo republicano de Bush.

A vitória de Barack Hussein Obama, 47 anos, filho de um negro do Quênia com uma branca do Kansas, é um marco na história dos EUA, 45 anos após o auge do movimento dos direitos civis, liderado pelo pastor Martin Luther King.

Numa campanha dominada até o final por notícias ruins na economia, a liderança de Obama e suas propostas sobre como lidar com a crise desequilibraram a disputa a seu favor. As pesquisas de boca-de-urna mostraram que a economia era a principal questão da campanha para 60 por cento dos eleitores.

McCain, 72 anos, senador pelo Arizona e ex-prisioneiro de guerra no Vietnã, pretendia se tornar a pessoa mais velha a assumir a presidência dos EUA. Sarah Palin, sua companheira de chapa, poderia se tornar a primeira mulher vice-presidente.

Fonte: http://noticias.br.msn.com/mundo

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Carga Cresce mais de 20% nos Trilhos do País


O transporte de cargas sobre trilhos terá um incremento maior do que a matriz de passageiros, refletindo-se nos negócios de empresas como a América Latina Logística (ALL) e a MRS Logística, mesmo que sofram, ainda, os impactos da crise financeira internacional. De acordo com especialistas do setor, a logística ferroviária deve crescer mais de 20% este ano, enquanto a movimentação de passageiros vai avançar apenas 12%. As fontes apontam ainda, de que o segmento atua no seu limite de capacidade nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, havendo a necessidade de dobrar a malha do País, bem como integrá-la a rodovias e portos.
Como boa parte da demanda ferroviária de carga vem da exportação de commodities como grãos e minérios a países como China e Rússia, o quadro da crise preocupa parte do setor, que, apesar de ter uma maior concentração nestas atividades, há algum tempo sinaliza novos rumos, com o incremento, por exemplo, do transporte de produtos industrializados por contêiner, atividade que cresce na ALL e que pode contribuir com os negócios das operadoras.
Com o atrativo de movimentar as cargas a menor custo, e com manutenção mais barata, o setor passou por avanço acelerado, segundo Gerson Toller, diretor da feira "Negócios nos Trilhos 2008", que acontece a partir de hoje, em São Paulo. "Antes da crise tivemos crescimento acelerado no setor de trens pela necessidade de se transportar insumos e pessoas, ao passo que, agora, se a economia não crescer mais, estagnaremos nos próximos anos, embora haja demanda", avaliou.
Em entrevista recente ao DCI, Bernardo Figueiredo, presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), contou que há plano para conceder, à iniciativa privada, mais seis mil quilômetros de ferrovias. "Temos uma programação fechada para licitar mais três mil quilômetros da Ferrovia Norte-Sul (FNS), ligando-a ao litoral da Bahia e a São Paulo. Mas estamos em estudos adiantados, com a idéia de colocar mais três mil quilômetros de malha para concessão no máximo até o início do próximo ano", disse, na ocasião. O País tem aproximadamente 30 mil quilômetros de ferrovias.

Diversificação
Atenta às modificações na demanda por transporte de carga em trilhos, a ALL se esforça para diversificar sua atuação. A empresa viu o volume de transporte de industrializados crescer acima dos dois dígitos nos últimos meses. Para este ano, a empresa trabalha com meta de incremento na casa dos 40% nestas atividades, com atenção aos segmentos de construção, contêineres, siderúrgicos e florestais.
Recentemente, a ALL fechou parceria com a Cosan em outra área, a do transporte de álcool, com destino ao Porto de Santos, operação que até então não fora realizada por nenhum operador logístico. Esse projeto piloto, em que serão utilizados 15 vagões, deve levar de 3,6 milhões de litros de etanol de Bauru para o Terminal Exportador de Álcool de Santos (TEAS).
Antonio Giudice, presidente da Santa Fé Vagões, empresa que tem parceria com a indiana Besco e que faz composição acionária com ALL, acredita que o mercado ferroviário dá continuidade ao crescimento, mesmo com a crise, e só não sabe se o ritmo continua. "O mercado ferroviário de carga renasceu nos últimos 10 anos por causa de commodities como minérios e grãos."
O executivo destacou que os pólos de desenvolvimento mudaram, pois as ferrovias antigas, hoje obsoletas, serviam regiões de produção de café, e está alinhado ao discurso de que o correto seria dobrar a malha ferroviária, integrando-a com rodovias e portos. "Hoje o transporte corresponde a entre 35% e 40%, mas deveríamos ter metade da carga transportada por trens", disse.

Controle
A ALL passa atualmente por mudanças em seu controle acionário, operação dada como certa, dependendo apenas da autorização dos órgãos federais responsáveis. Em fato relevante, a companhia comunicou que os acionistas de Latin American Growth Capital (LLC), Gruçaí Participações S.A. e Emerging Markets Capital Investments, LLC, todos integrantes do grupo controlador da companhia, receberam proposta de compra de ações da BRZ ALL Fundo de Investimento em Participações. Com a conclusão do processo, a BRZ ALL, que é gerida pela BRZ Investimentos, que por sua vez pertence ao grupo GP Investimentos, integrará o grupo de controle da ALL.
A operadora de carga sobre trilhos já divulgou seus resultados financeiros preliminares, ainda não auditados, em que a companhia obteve uma receita total consolidada de R$ 770,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a companhia faturou R$ 699,2 milhões. No acumulado do ano, até setembro, a ALL registrou receita total de R$ 2,153 bilhões, um avanço de 17,3% em relação a 2007.

Vagões
Outra empresa de logística que segue com o plano de investimentos, ainda sem contabilizar os efeitos da crise, a MRS Logística, registrou incremento de 88% na frota, desde o início da concessão, em 1996, passando de 325 máquinas, para 613. "O investimento na frota é fruto da demanda crescente pelos serviços", comentou Carlos Eduardo Fontenelle Carneiro, diretor de Operações MRS. A empresa acaba de receber um terceiro lote de frota, com 19 máquinas, que vão somar-se aos dois primeiros grupos do ano, com 38 unidades.
Ainda este ano, a MRS espera mais oito máquinas, que vão integrar uma frota espacial de 65 locomotivas. A companhia atingiu a meta de 1 bilhão de toneladas transportadas, montante calculado para ser alcançado só em 2011. A empresa tem como um dos principais acionistas a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e participação menor de corporações como Vale, Usiminas e Gerdau, e transporta cargas gerais, como minérios, siderúrgicos, agrícolas e contêineres.

Fonte: DCI 4/11/2008 Por: http://www.ntcelogistica.org.br/servicos

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Itaú e Unibanco anunciam fusão


SÃO PAULO - Os bancos Itaú e Unibanco anunciaram nesta segunda-feira a fusão de suas operações, em meio à crise financeira global. Segundo um comunicado, as duas instituições decidiram pela união depois de 15 meses de conversas.

A operação prevê que acionistas do Unibanco Holdings e do Unibanco migrarão para uma nova instituição chamada Itaú Unibanco Holding.

A relação de troca prevista é de 1,7391 units do Unibanco para cada ação da nova instituição.

Após a operação, a Itaúsa, holding do banco Itaú, deterá 66% da IU Participações, empresa que terá o controle do Itaú Unibanco Holding. O restante será detido pelos controladores do Unibanco.

Conforme informações divulgadas pelos bancos, o total de ativos combinado é de cerca de R$ 575,1 bilhões, dos quais R$ 396,6 bilhões são do Itaú. Com isto, a instituição se tornará o maior banco do hemisfério sul e um dos 20 maiores do mundo.

A instituição resultado da fusão entre o Unibanco e o Itaú também será a quarta empresa mais valiosa da América Latina, atrás apenas de Petrobras, Vale e America Movil. Segundo estudo da consultoria Economatica, o novo banco vale US$ 41,3 bilhões, de acordo com números de mercado de 31 de outubro deste ano.

O comunicado, divulgado pelas empresas para anunciar a fusão, afirma que o conglomerado deve "reforçar sensivelmente a oferta de crédito ao mercado, correspondendo às expectativas de saudável e vigorosa resposta às demandas de empresas e pessoas físicas".

Os controladores da Itaúsa e Unibanco constituirão uma holding em modelo de governança compartilhada. O conselho de administração do Itaú Unibanco Holding terá 14 membros, dos quais seis serão indicados pela Itaúsa e pela família Moreira Salles. Os oito membros restantes serão independentes. O conselho será presidido por Pedro Moreira Salles, do Unibanco, e o presidente-executivo do grupo será Roberto Egydio Setubal, do Itaú.

De acordo com os bancos, o conglomerado contará com aproximadamente 4.800 agências e Postos de Atendimento Bancário (PABs), representando 18% da rede bancária, com cerca de 14,5 milhões de clientes de conta corrente, ou 18% do mercado. Em volume de crédito a fusão vai representar 19% do sistema brasileiro.

O Banco Central (BC) ainda não se pronuncia sobre o assunto. Mais informações sobre como será realizada a união do Itaú e do Unibanco serão detalhadas na tarde desta segunda-feira em entrevista com Salles e Setubal no Auditório do Museu de Arte Moderna (MAM), no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Os bancos marcaram para final de novembro e início de dezembro assembléias para aprovação das incorporações.

Bovespa

As ações de Itaú e Unibanco subiam com força na manhã desta segunda-feira, após o anúncio da fusão entre as instituições. Às 11h31 (horário de Brasília), os papéis ordinários do Itaú disparavam 17,61%, para R$ 27,38. Já as units do Unibanco tinham alta de 11,35%, cotado a R$ 15,30.

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2008