quinta-feira, 10 de abril de 2008

ÁSIA EM ALTA; TÓQUIO CAI POR DADOS NEGATIVOS



Com exceção de Tóquio, os principais mercados acionários da Ásia fecharam em alta nesta quinta-feira. As preocupações dos investidores com a crise no mercado de crédito internacional incentivou a desvalorização do dólar, enquanto os avanços nos preços do petróleo fizeram ressurgir os temores de uma pressão inflacionária sobre as economias da região. No Japão, a queda nos pedidos de maquinaria minimizaram os negócios no pregão local.
O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 1,27%, para 12.945,30 pontos. O indicador Kospi de Seul apresentou avanço de 0,56%, para 1.764,64 pontos. Em Hong Kong, o índice referencial Hang Seng subiu 0,84%, para 24.187,10 pontos. Já na China, o índice Xangai Composto aumentou de 1,69%, para 3.471,74 pontos.
Ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) diminuiu sua previsão de crescimento para a economia global em 2008, pela segunda vez em quatro meses, devido à crise no mercado de crédito subprime ou de alto risco. Além disso, o organismo internacional projetou uma recessão nos Estados Unidos.
A notícia elevou a preocupação dos investidores em relação às economias da Ásia. Os avanços nos preços das commodities e dos alimentos geram pressão inflacionária nos países da região, enquanto a desvalorização do dólar e a possibilidade de uma recessão nos EUA poderiam afetar consideravelmente o setor exportador asiático.
Em Tóquio, o dólar recuou frente à moeda japonesa e encerrou o dia cotado a 101,03 ienes, contra 102,26 ienes da última sessão. Entre as companhias exportadoras, as ações da Canon e Sony perderam 1,05% e 0,24%, respectivamente. Por outro lado, os papéis de fabricantes de chips se valorizaram após a notícia de que a japonesa Elpida Memory elevará os preços de seus produtos. Já no setor automotivo, os títulos da Honda caíram 0,52%, enquanto os da Mazda perderam 3,71%.

Ainda no Japão, a divulgação de queda nos pedidos de maquinaria também elevaram o sentimento negativo no pregão. O recuo de 12,7% em fevereiro nos gastos com bens de capital pelo setor corporativo foi atribuído ao desaquecimento da economia nipônica.
Na Coréia do Sul, o pregão local foi beneficiado pela vitória do partido do presidente Lee Myung-Bak nas eleições legislativas. Myung-Bak, o grande vencedor das eleições presidenciais de dezembro passado, prometeu dar prioridade à economia durante sua campanha.
Nas operações eletrônicas da Ásia, o barril norte-americano, com vencimento para maio, fechou o dia negociado a US$ 110,89, próximo do recorde de US$ 112,21 observado no último fechamento em Nova York. Entre as petrolíferas, as ações da Inpex Holdings subiram 1,72%, enquanto as da Nippon Oil apontaram alta de 0,29%.
Já entre as siderúrgicas, as ações da australiana BHP Billiton fecharam com ligeira alta de 0,21%, apesar da companhia desconhecer hoje os planos da China para adquirir uma participação superior a 9% na empresa.

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/ (em 10/04/2008)

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